• Preço da Tarifa de Ônibus =  R$ 3,80.
  • Preço da Tarifa de Metrô ou Trens da CPTM = R$ 3,80.
  • Preço da Integração Ônibus + Metrô / Trem (São Paulo) = R$ 5,92. (aumento proibido pela Justiça de São Paulo a R$ 6,80 em 09/01/2017).
  • Preço da Integração Ônibus + Trem (Itapevi, Barueri e Jundiaí) = R$ 6,00 (reajuste impedido pela Justiça de São Paulo a R$ 7 em 09/01/2017).
  • Preço da Bilhete Único Mensal (Ônibus OU Metrô / Trem) =  R$ 140 (reajuste vetado pela Justiça de São Paulo a R$ 190 em 10/01/2017).
  • Preço da Bilhete Único Mensal (Integração) =  R$ 230 (reajuste impedido pela Justiça de São Paulo a R$ 300 em 10/01/2017).
  • Preço da Bilhete Único Diário (Ônibus OU Metrô / Trem) =  R$ 10 (reajuste não autorizado pela Justiça de São Paulo a R$ 15 em 10/01/2017).
  • Preço da Bilhete Único Diário (Integração) =  R$ 16 (reajuste bloqueado pela Justiça de São Paulo a R$ 20 em 10/01/2017).
  • Preço do Bilhete Madrugador e Da Hora = R$ 2,92 (reajuste não autorizado pela Justiça de São Paulo a R$ 3,40 em 10/01/2017).
  • Preço do Integração Madrugador Ônibus + Metrô / Trem = R$ 4,92 (reajuste proibido pela Justiça de São Paulo a R$ 5,64 em 10/01/2017).

Abaixo você encontra os valores históricos das passagens de ônibus municipais de São Paulo, definidas pela Prefeitura do Município de São Paulo mediante decreto municipal ou Portaria da SPTrans, bem como a evolução histórica do preço do bilhete unitário ao usar o Metrô e CPTM definidas pelo Governo do Estado de São Paulo. É possível também ver os índices de reajuste aplicados a cada ano nos principais meios de transporte público na capital paulista, mostrando a evolução no preço da passagem desde 1994 até 2017.

As tarifas de ônibus, metrô e trens tem se igualado nos últimos anos. Entretanto, no início do plano real, a tarifa de ônibus era mais barata que a tarifa para se locomover por trilhos e, em um único período entre 2011 e 2012, a passagem de ônibus custou mais caro que a passagem no Metrô ou na CPTM.

Há mais informações de tarifas históricas de ônibus no site da São Paulo Transporte (SPTrans), das tarifas vigentes no site da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), do preço da passagem de trem e integrações no site da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a relação de todas as tarifas da Empresa Municipal de Transportes Urbanos (EMTU).

AnoÔnibus Municipal (O)Metrô / CPTM (M)Reajuste (%)
1994R$ 0,50R$ 0,60-
1995R$ 0,50R$ 0,600% (O) e 0% (M)
1996R$ 0,65R$ 0,8030% (O) e 25% (M)
1997R$ 0,80R$ 1,0023% (O) e 25% (M)
1998R$ 0,90R$ 1,1512,5% (O) e 15% (M)
1999R$ 0,90R$ 1,250% (O) e 8,7% (M)
2000R$ 1,25R$ 1,4038,9% (O) e 12% (M)
2001R$ 1,25R$ 1,400% (O) e 0% (M)
2002R$ 1,40R$ 1,6012% (O) e 14,3% (M)
2003R$ 1,40R$ 1,600% (O) e 0% (M)
2004R$ 1,70R$ 1,9021,4% (O) e 18,8% (M)
2005R$ 1,70R$ 1,900% (O) e 0% (M)
2006R$ 2,00R$ 2,2017,6% (O) e 15,8% (M)
2007R$ 2,30R$ 2,3015% (O) e 4,5% (M)
2008R$ 2,30R$ 2,300% (O) e 0% (M)
2009R$ 2,30R$ 2,400% (O) e 4,3% (M)
2010R$ 2,30R$ 2,550% (O) e 6,3% (M)
2011R$ 2,70R$ 2,6517,3% (O) e 3,9% (M)
2012R$ 3,00R$ 3,0011,1% (O) e 13,2% (M)
2013R$ 3,00*R$ 3,00*0% (O) e 0% (M)
2014R$ 3,00R$ 3,000% (O) e 0% (M)
2015R$ 3,50R$ 3,5016,7% (O) e 16,7% (M)
2016R$ 3,80R$ 3,808,6% (O) e 8,6% (M)
2017R$ 3,80R$ 3,800% (O) e 0% (M)

Protestos pelo aumento das tarifas de transporte público em 2013

As tarifas de ônibus, metrô e trem em São Paulo já causaram muita polêmica em função de reajustes acima da inflação e queda de popularidade de prefeitos e governadores. Em junho de 2013, protestos e depredações em vários pontos da capital paulista resultaram até em revogação do aumento da tarifa de R$ 3,00 para R$ 3,20 no conhecido movimento dos 20 centavos. Esse movimento também atingiu diversas capitais do Brasil que haviam aumentado a tarifa de transporte público e tiveram de revogar o novo valor.

As tarifas de transporte público coletivo e o salário mínimo

Para um país cujo salário mínimo em 2017 é de apenas R$ 937, o gasto mensal com transporte coletivo – geralmente requerido pelas classes sociais menos abastadas que trabalham e/ou estudam longe de sua residência – impacta fortemente o bolso de trabalhadores e cidadãos que dependem de transporte público para se locomover. Considerando a tarifa atual de R$ 3,80 (ônibus, metrô e trens em São Paulo), locomoções de 22 dias úteis (para quem trabalha só em dias úteis) ou 26 dias de trabalho (para quem trabalha seis vezes na semana) e o uso de um ou dois modais de transporte, sem contar o tão sonhado e necessário lazer familiar, temos o seguinte cenário:

  • 22 dias úteis e só ônibus ou só metrô/trem (R$ 3,80 por viagem) = R$ 167,20 (17,84% do salário mínimo).
  • 22 dias úteis e só integração ônibus + metrô/trem (R$ 5,92 por vagem) = R$ 260,48 (27,80% do salário mínimo).
  • 26 dias úteis e só ônibus ou só metrô/trem (R$ 3,80 por viagem) = R$ 197,60 (21,09% do salário mínimo).
  • 26 dias úteis e só integração ônibus + metrô/trem (R$ 5,92 por vagem) = R$ 307,84 (32,85% do salário mínimo).

A tarifa real de ônibus ajustada pela inflação (IPCA)

O Nexo Jornal fez um estudo mostrando o valor real da tarifa de ônibus desde 1994 considerando as correções pela inflação medida pelo IPCA, a inflação “oficial” do governo, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Em valores reais de janeiro de 2016, o preço nominal de R$ 0,50 de 1994 equivale ao preço real de R$ 2,41, um dos menores de toda a história. O maior valor real da tarifa ocorreu em 2011, quando o valor nominal de R$ 2,70 equivaleria a R$ 4,15 em janeiro de 2016.

Gratuidades no transporte público paulistano

Para minimizar os custos com transporte coletivo, as últimas gestões da Prefeitura de São Paulo e do Governo do Estado de São Paulo criaram mecanismos para diminuir o custo total da tarifa. Na gestão Marta Suplicy (2001-2004) foi implementado o Bilhete Único, o qual garante até 4 deslocamentos de ônibus por toda a cidade com uma só tarifa no intervalo de 3 horas (no início eram 2 horas, mas o prefeito Gilberto Kassab (2006-2012) ampliou para 3 horas) e, pela tarifa adicional da integração com trilhos, o direito a uma integração com Metrô ou trens da CPTM. Fernando Haddad (2013-2016) criou o bilhete único mensal e outros bilhetes temporais, com valor fixo mensal ou por tempo pré-determinado sem limite de usos. O bilhete único mensal ou semanal é vantajoso com uso frequente; caso contrário, vira prejuízo ao passageiro.

Já o benefício assegurado por lei de subsídio de vale transporte pago pela empresa no deslocamento casa a trabalho (pode ser descontado no máximo 6% do valor do salário do trabalhador) é mais antigo e ajuda a minimizar as despesas com transporte. Entretanto, ainda que hajam muitos contratos informais de trabalho e o desemprego faz muitos trabalhadores a aceitarem empregos onde os patrões não querem conceder esse benefício.

Ao mesmo tempo, idosos acima de 60 anos e estudantes de escolas públicas, bolsistas do Prouni, financiados pelo Fies têm gratuidade automática em metrô, trens, ônibus municipais e ônibus da EMTU. Há, também, outras políticas de isenção de tarifa em São Paulo, incluindo renda familiar per-capita de até 1,5 salário mínimo em algumas situações para ter direito ao benefício.

Subsídios à tarifa dos ônibus municipais em São Paulo

Qualquer aumento na tarifa de ônibus, trens ou metrô tem significativo impacto no bolso dos trabalhadores e cidadãos. Por outro lado, sem os reajustes na tarifa, há subsídios que em 2016 foram de R$ 1,7 bilhão (ou 3,4% do orçamento total de R$ 50 bilhões da cidade de São Paulo). O congelamento da tarifa em 2017, prometido pelo Prefeito João Dória (PSDB) e seguido pelo Governador Geraldo Alckmin (PSDB), pode criar um rombo superior a R$ 3 bilhões em 2017. Somando 2016 e 2017, temos subsídio suficiente para construir uma linha inteira de Metrô em dois anos na estimativa de R$ 5 bilhões por linha.

 

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