Novos shoppings em SP só saem com contrapartidas populares

A cidade de São Paulo tem quase cinquenta grandes shoppings e mais inúmeros centros comerciais com função de shopping e escritório. A cada novo centro comercial construído, moradores das imediações temem o impacto no trânsito, nos preços do comércio local e até no mercado imobiliário. Guardadas as devidas proporções, é um pouco como uma nova estação de Metrô nas redondezas.

Nos últimos grandes empreendimentos erguidos na capital paulista, como o Shopping Metrô Tucuruvi, na zona norte, o Shopping JK, na Vila Olímpia, e o novo complexo Transamérica, também na zona sul, a prefeitura exigiu fortes contrapartidas viárias no entorno que compensassem o acréscimo gerado no fluxo de pessoas e carros pelos empreendimentos.

Agora, porém, a minuta no novo Plano Diretor quer mais: uma compensação social de shoppings e condomínios, como a reserva de parte de seus terrenos à construção de moradias populares. De acordo com a proposta, esta doação social é condicionante à liberação do projeto e poderia ser em terreno na mesma região – inclusive no próprio empreendimento – ou em dinheiro, necessariamente destinado à moradias populares.

O novo Plano Diretor de São Paulo, prioridade da gestão do Prefeito Fernando Haddad (PT) após inúmeros problemas de crescimento habitacional e deslocamento desordenado que geram caos imobiliário e de trânsito viário, é exatamente combinar mais mobilidade com desenvolvimento social.

Apesar de todos os problemas apresentados pela gestão do Haddad nas mais diversas áreas e que culminaram com a não reeleição do petista, acreditamos ter sido esta uma medida acertada da sua gestão ao compensar a população pela mudança nas características de cada região envolvida. Afinal, em obras públicas de igual porte o poder público é exigido a fazer diversas obras auxiliares para dimensionar a nova demanda de pessoas e veículos, como em diversas estações de Metrô e trem ou até na construção da Arena Itaquera.

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