Esta semana encontrei um post no LinkedIn sobre os aplicativos de e-commerce mais baixados durante a Black Friday no Brasil e fui pesquisar mais sobre o assunto para entender este novo canal de vendas online e suas oportunidades para as lojas, os consumidores e os sites de cupons de desconto como A vida é feita de Desconto.

Antes de entrar na lista propriamente dita, vamos mostrar um pouco sobre os números, os hábitos e as vantagens de explorar o comércio eletrônico por meio de aplicativos de compra próprios das lojas e marketplaces. Caso você queira apenas ver a lista e os comentários, pule para o final deste artigo.

Acredito muito no poder de conversão dos aplicativos por dois motivos: as notificações aproximam muito as marcas dos consumidores e a velocidade de comunicação combinada com a possibilidade de personalização da mensagem criam oportunidades de alta conversão de intenção de compra em venda, satisfação e recorrência. Em nosso site de cupons, instalamos os aplicativos para receber notificações de cupons de desconto e trazer rapidamente aos nossos usuários oportunidades únicas.

O cenário perfeito para a popularização do uso de aplicativos está formado: a popularização de smartphones com mais recursos, a quarentena decorrente da pandemia causada pela Covid-19 e a maior velocidade e cobertura de internet trazem novos hábitos e funções aos equipamentos móveis. Isso naturalmente inclui pesquisar e comprar mais online, bem como conectar-se às marcas através de seus aplicativos buscando oportunidades exclusivas e atendimento diferenciado.

As compras online por dispositivos mobile são uma tendência em forte crescimento no Brasil: hoje, mais de 70% do tráfego de A vida é feita de Desconto é proveniente de celulares e tablets e, segundo o Panorama do Comércio Móvel no Brasil de abril de 2019 (Mobile Time / Opinion Box) publicado pelo e-commerce Brasil, em 2018 as compras por esses dispositivos já representavam 48% do total. Ao contrário do cenário de uns quatro anos atrás, as pessoas não só pesquisam por dispositivos mobile, como também finalizam ali a sua intenção de compra.

Um levantamento da RankMyApp mostrou dados impressionantes para quem vê o tráfego mobile e os apps como a “menina dos olhos” das grandes varejistas: 85% dos adultos que possuem smartphone já realizam compras on-line.

Dentre os que têm o costume de comprar por aplicativos, os recursos que mais justificam o uso dos aplicativos de lojas para compras são a possibilidade de comprar online e retirar em lojas físicas, a navegação gratuita, as recomendações personalizadas, o atendimento através de bate-papo e a facilidade de pagamento por cartão de crédito, boleto ou digital. Roupas, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, refeições, cosméticos, livros e alimentos estão entre as categorias mais populares por quem compra usando aplicativos.

Por outro lado, dentre a parcela de 21% dos usuários que nunca realizaram compras pelos aplicativos das lojas, os itens mais relatados para a não utilização dos aplicativos para compras são a falta de cartão de crédito, falta de confiança, não considerar o processo prático ou comprar pouco pela internet.

Os aplicativos e sites de compras mais populares em abril de 2019, segundo o panorama da Mobile Time e Opinion Box já mencionado, eram Mercado Livre, Americanas, iFood, Magazine Luiza, Submarino, Wish, AliExpress, WhatsApp, OLX, Netshoes, Casas Bahia, Facebook e Shoptime. Os entrevistados da pesquisa citaram os três aplicativos com maior frequência de uso e compras.

Os dez aplicativos mais baixados durante a Black Friday 2020 no Brasil até poderiam seguir a mesma lista, porém tivemos algumas surpresas:

  • O app da Americanas foi o mais baixado e é a única marca da B2W Digital na lista;
  • O app da Casas Bahia (2º) e o app do Extra (4º), duas marcas da Via Varejo, aparecem em posições de maior destaque, demonstrando a forte digitalização da marca pós-pandemia;
  • O app da Magalu (3º) ocupa uma posição parecida com o levantamento anterior, em linha com o crescimento da marca e do foco em múltiplas funções em um só lugar;
  • O app da Shopee (5º), gigante de compras da Ásia que está chegando ao Brasil com forte exposição na TV aberta, traz a proposta de ser uma nova AliExpress com muitos vendedores locais e fecha a lista dos cinco primeiros;
  • O app do Mercado Livre (6º) mantém uma posição relevante, porém o crescimento de outras marcas ofuscou sua performance durante o evento;
  • O app da Shein (7º), Enjoei (8º) e Lojas Renner (9º) mostra o crescimento da marca entre os brasileiros na categoria de moda, a que mais vende através de aplicativos;
  • O app da Amazon (10º) fecha a lista dos dez mais baixados, muito em parte pelo pouco esforço da empresa em divulgá-lo enquanto estrutura suas operações no Brasil.

Você tem algum dos aplicativos citados na lista? Fez o download de algum deles durante a Black Friday deste ano?

Thiago Rodrigo Alves Carneiro, 41, é graduado em Matemática e em Estatística pelo IME-USP e sócio-proprietário de A vida é feita de Desconto. Com espírito empreendedor, usa sua inspiração para investir e criar negócios sustentáveis usando a tecnologia, a internet e uma pitada de inovação como forma de ajudar as pessoas a realizarem seus sonhos.

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