Novos shoppings de São Paulo só sairão mediante contrapartidas populares

Por 20 de outubro de 2013Opinião
 

A cidade de São Paulo tem quase cinquenta grandes shoppings e mais inúmeros centros comerciais com função de shopping e escritório. A cada novo centro comercial construído, moradores das imediações temem o impacto no trânsito, nos preços do comércio local e até no mercado imobiliário. Guardadas as devidas proporções, é um pouco como uma nova estação de Metrô nas imediações.

Nos últimos grandes empreendimentos erguidos na capital paulista, como o Shopping Metrô Tucuruvi, o Shopping JK e o novo complexo Transamérica, a prefeitura exigiu fortes contrapartidas viárias no entorno que compensassem o acréscimo gerado no fluxo de pessoas e carros pelos empreendimentos.

Agora, porém, a minuta no novo Plano Diretor quer mais: uma compensação social de shoppings e condomínios, como a reserva de parte de seus terrenos à construção de moradias populares. De acordo com a proposta, esta doação social é condicionante à liberação do projeto e poderia ser em terreno na mesma região – inclusive no próprio empreendimento – ou em dinheiro, necessariamente destinado à moradias populares.

O novo Plano Diretor de São Paulo, prioridade da gestão atual após inúmeros problemas de crescimento habitacional e deslocamento desordenado que geram caos imobiliário e de trânsito viário, é exatamente combinar mais mobilidade com desenvolvimento social.

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Autor Thiago Rodrigo Alves Carneiro

Thiago Rodrigo Alves Carneiro, 36, é paulistano do Campo Belo, sócio-proprietário de A vida é feita de Desconto e professor graduado em Matemática e Estatística no IME-USP.

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